Dog Murras
Dog Murras em retrato oficial com tecido azul e laranja

TRAJETÓRIA · LUANDA — MUNDO

UMA VIDA EM MOVIMENTO.

Dog Murras não construiu uma carreira em uma única direção. A música abriu o caminho. Depois vieram a palavra, a escrita, a intervenção cultural, o empreendedorismo e uma presença que atravessa fronteiras.

Esta não é uma lista de feitos. É a linha de uma voz que foi mudando de forma sem abandonar a origem.

Origem
Luanda
Nascido em
1977
Em movimento desde
1995

Capítulo 01

A história, por dentro.

Do primeiro palco em Joanesburgo aos discos, livros e novos projetos: alguns marcos de uma trajetória que continua aberta.

1977

Luanda

A origem.

Murthala Fancony Bravo de Oliveira nasce em 17 de fevereiro, em Luanda. Angola não será apenas o lugar de nascimento: torna-se matéria permanente de sua música, linguagem e identidade.

1995

Joanesburgo

O primeiro sinal.

Enquanto estudava Belas-Artes na África do Sul, sobe ao palco da discoteca The Flava e conquista o 3º lugar em um concurso de raggamuffin. A vontade de compor e cantar deixa de ser apenas impulso.

1996

Pomba Branca

Uma canção pela paz.

Grava “Don't Know”, integrada ao projeto Pomba Branca. A intervenção social, que mais tarde se tornaria uma marca de sua obra, já estava presente no início.

1999

Suis Generis

O primeiro álbum.

Chega o trabalho que marca a entrada formal de Dog Murras na discografia. A partir daqui, a voz ganha catálogo, público e território.

2001

Natural e Diferente

Uma identidade própria.

O segundo álbum amplia o repertório, projeta “Aqui Tass” e recebe Disco de Prata. A linguagem própria de Dog Murras começa a se consolidar também em vendas e reconhecimento.

2002

Angola Agora Nova

Música e reconciliação.

Em 4 de abril, lança “Angola Agora Nova”, tema associado às celebrações da Paz e Reconciliação Nacional. A música encontra o momento histórico do país.

2003

Bué Angolano

Angola no centro.

Um disco que afirma ainda mais a angolanidade, o cotidiano e a intervenção como matéria artística. “Bué Angolano” viria a ser distinguido com Disco de Ouro pela Vidisco.

2005

Pátria Nossa

Pertencimento em voz alta.

A relação entre música, país, comportamento social e identidade torna-se ainda mais explícita. “Pátria Nossa” rende um segundo Disco de Ouro pela Vidisco.

2007

Kwata-Kwata

A obra continua a se deslocar.

Novo álbum, nova linguagem e a continuidade de uma carreira que já atravessava Angola, Portugal, Brasil e outros palcos.

2010

Angolanidade

Um conceito vira título.

“Angolanidade” sintetiza em nome aquilo que sempre esteve no centro da obra: a construção de uma identidade contemporânea sem romper com a raiz.

2011

Pontes com o Brasil

A música atravessa o Atlântico.

A trajetória passa por colaborações e encontros com artistas brasileiros. Entre esses capítulos está a ligação ao universo musical do filme “Capitães da Areia”.

2015

The Best of Dog Murras

Duas décadas condensadas.

Uma retrospectiva discográfica reúne parte de uma carreira que já não podia ser lida apenas como sucessão de discos, mas como presença cultural.

2018

UNILAB · Brasil

A palavra entra no espaço acadêmico.

Na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, participa da mesa “A força dignificante da mulher africana”. Música, ativismo social e pensamento passam a ocupar o mesmo espaço público.

2019

Matemática da Coerência

A palavra ganha livro.

A escrita passa a ocupar um lugar próprio. Coerência, responsabilidade e escolhas tornam-se matéria de reflexão para além da canção.

2022

Brasil · música & cultura

Novas gerações, novas conexões.

Colabora com BaianaSystem e Tropkillaz em “A Mosca” e participa do Festival da Consciência Negra, no Teatro Prudential, no Rio de Janeiro. Música e presença cultural voltam a cruzar o Atlântico.

2023

Ubuntu — Nós por Nós

Do eu para o nós.

O segundo livro aprofunda a filosofia Ubuntu e a ideia de coletividade como caminho para pensar África, sociedade e responsabilidade. A obra, prefaciada por Bonga, é lançada entre Lisboa e Luanda.

2025

Paz e Desenvolvimento

Reconhecimento nacional.

É condecorado no âmbito dos 50 anos da Independência de Angola, na Classe Paz e Desenvolvimento — reconhecimento oficial de uma trajetória ligada à cultura, cidadania e intervenção social.

AGORA

Próximo capítulo

A história continua.

Música, palavra, AfroVox e novos encontros fazem parte de uma fase que não tenta repetir o passado. A proposta é transformar experiência em presença — outra vez.

Música · Palavra · Intervenção

A mesma voz. Formas diferentes.

Ao longo dos anos, o palco deixou de ser o único lugar da expressão. Vieram livros, conferências, conversas, projetos e uma atuação cada vez mais ampla entre África, Brasil e a diáspora.

Dog Murras sentado em retrato editorial sobre fundo laranja
DOG MURRAS

Legado

Mais do que uma discografia.

A obra de Dog Murras atravessa música, literatura e intervenção pública. Dois Discos de Ouro, um Disco de Prata e uma condecoração nacional na Classe Paz e Desenvolvimento ajudam a dimensionar uma trajetória construída entre cultura, identidade e cidadania.

01

Música urbana angolana

02

Intervenção social

03

Angolanidade

04

Diálogo África–Brasil

05

Literatura

06

Palestras e pensamento

AGORA

Agora

O próximo capítulo não é nostalgia.

A nova fase parte da história sem viver dela. O portal, o AfroVox, a música e os futuros projetos formam uma plataforma para uma presença mais ampla, contemporânea e internacional.